Ida ao oftalmologista regularmente evita complicações do Glaucoma

O Glaucoma representa um conjunto distinto de doenças que acomete o nervo óptico, estrutura responsável pela transmissão da informação visual até o sistema nervoso central. Caso não tratado de forma correta causa dano irreparável no nervo óptico com perda progressiva e irreversível da visão.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o glaucoma é a segunda maior causa de cegueira no mundo. Estima-se que a prevalência mundial da doença é de aproximadamente 1% a 2% da população. No Brasil, a estimativa é de que 900 mil pessoas têm a doença, que apresenta associação com diversos fatores de risco como pressão intraocular elevada, idade maior que 40 anos, afrodescendentes, história familiar de glaucoma, miopia, uso prolongado de corticóides.

O diagnóstico do glaucoma é feito pelo médico oftalmologista. “Não se deve esperar surgirem os sintomas da doença, já que a perda visual é irreversível.  O segredo é a prevenção com consultas de rotina com o médico para a identificação precoce da doença e seu correto tratamento”, explica a oftalmologista Hayana Rangel, especialista que atua no Instituto de Olhos Clóvis Paiva.

Quando diagnosticado, o glaucoma pode ser tratado de diversas formas. Em geral, inicia-se com uso de colírios que têm o objetivo de manter a pressão intraocular controlada. Como primeira opção também se pode optar por tratamentos a laser.

As cirurgias são indicadas quando os colírios e/ou laser não foram efetivos no controle pressórico. Atualmente, há o uso de stents no glaucoma que já podem ser utilizados nos glaucoma iniciais com bons resultados e associados à cirurgia de catarata.

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