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Proteção aos olhos no Dia Nacional de Combate ao Câncer

Em 27 de novembro celebra-se o Dia Nacional de Combate ao Câncer, com o objetivo de ampliar o conhecimento da população sobre as formas de prevenção e tratamento da doença. Uma das variações da doença ainda é pouco discutida e quase desconhecida da maioria da população: o câncer na região dos olhos.

O melanoma ocular é o câncer mais comum a acometer os olhos e afeta com mais frequência homens da raça branca, acima de 50 anos. Pessoas com os olhos claros também são mais suscetíveis a desenvolver a doença. É um tumor maligno que ocorre nos melanócitos, células pigmentadas do nosso corpo. Dentro dos olhos, o local mais comum é o trato uveal, mas pode se manifestar também nas pálpebras e na conjuntiva.

Não há uma causa específica para a doença, mas existem condições que aumentam o risco, como exposição à luz solar por longos períodos. Os sinais dependem do local acometido. No início, podem não apresentar sintomas, mas em casos mais avançados, há chances de dor local, manchas pretas, flash de luz ou perda de visão. O tratamento depende da localização e tamanho da lesão. Quanto mais precoce se descobre o problema, melhor. Por isso, a importância do exame de rotina e o mapeamento de retina, conhecido como exame de fundo de olho. Já o tratamento pode ser feito por meio da braquiterapia, que consiste na aplicação de radiação com iodo ou ruthenio.

A exposição solar exagerada também está relacionada ao câncer nas pálpebras, cuja forma mais comum é o carcinoma basocelular. Normalmente são de crescimento rápido e podem apresentar ulcerações e deformidades locais, como perda de cílios. Ocorre com mais frequência em pessoas idosas. O diagnóstico definitivo é confirmado com biópsia e o tratamento depende do tipo, tamanho e localização do tumor.

Na infância, como já detalhado em outros textos no site do Instituto de Olhos Clóvis Paiva, o tipo de câncer que pode atingir a saúde ocular é o retinoblastoma. Considerado raro e silencioso, é um tumor maligno que se desenvolve na retina e acomete, em 90% dos casos, crianças de até cinco anos de idade, podendo levar à cegueira total ou à morte.

Importante reforçar a importância da ida regularmente ao oftalmologista. Não é necessário esperar uma doença se manifestar. A prevenção e o diagnóstico precoce são aliados da saúde dos olhos.

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