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Retinoblastoma, tumor ocular mais comum em crianças

Tipo mais comum de câncer que acomete os olhos na infância, o retinoblastoma é um tipo maligno embrionário, originário de células da retina, a parte do olho responsável pela visão. Pode estar presente já ao nascimento ou aparecer até os cinco anos de idade, afetando um olho ou os dois e quando é bilateral é sempre hereditário. É bastante agressivo, pode provocar cegueira e até levar o paciente à morte. Quando diagnosticado precocemente, é altamente curável, inclusive com a preservação da visão e da vida da criança.

Crianças que estão em risco de desenvolver retinoblastoma devem receber aconselhamento e testes genéticos o mais rápido possível para determinar o risco da doença. Há um consenso entre oftalmologistas, patologistas e geneticistas com diretrizes para detectar o tumor ocular para que seja detectado o mais cedo possível, o que só acontece em metade dos casos. As diretrizes são da Academia Americana de Oftalmologia.

O tumor começa na retina, mas pode se espalhar para outras partes do corpo, incluindo o cérebro e os ossos. É o câncer ocular mais comum na infância, embora pela quantidade de casos – cerca de 400 crianças brasileiras sofrem com ele por ano -, o torna uma doença rara e pouco conhecida por boa parte da população.

As diretrizes abordam uma lacuna de conhecimento entre os oftalmologistas e outros profissionais de saúde, nos EUA, em relação aos riscos do retinoblastoma hereditário e que possam influenciar os cuidados em outros países. Foram elaboradas para fornecer um quadro geral sobre o cuidado que pode ser aprimorado com base em recursos locais. As recomendações reconhecem que a anestesia pediátrica e os testes genéticos podem ser limitados em muitos países, evitando a adesão. Portanto, as diretrizes são uma orientação nos casos em que esses recursos não estão disponíveis.

As novas diretrizes buscam focar os cuidados em crianças com o maior risco de desenvolver a doença, enquanto diminuem os exames desnecessários para crianças com menor ou nenhum risco de desenvolver o retinoblastoma.

Os autores do artigo destacam que há sinais que devem ser buscados que podem indicar a presença do retinoblastoma. Eles listam a cor branca na pupila quando uma luz brilha nos olhos, como quando se tira uma fotografia instantânea. Além disso, olhos que parecem estar olhando em direções diferentes podem ser um sinal de problemas. É preciso que os pais façam uma consulta com um oftalmopediatra se perceberem alguma alteração nos olhos da criança.

Fatores de risco

A doença atinge, em sua maioria, crianças de 0 a 5 anos. Cerca de 90% dos casos ocorrem em crianças com até 4 anos de idade, sendo que a média de idade de diagnóstico é de 1,5 anos.

O fator de risco da doença é o caso de um dos pais terem o diagnóstico de retinoblastoma na infância. A doença pode ser hereditária, mas não em todos os casos.

Causas  – ainda não são completamente conhecidas, mas 40% dos casos tratados são hereditários. Os casos esporádicos não têm causa definida. Existem apenas algumas hipóteses, mas, não comprovadas, como a relação com o vírus do HPV, que também causa o câncer de colo de útero.

Sintomas  – o principal sintoma de retinoblastoma é a leucocoria, queé um reflexo branco na pupila, vulgarmente conhecido como reflexo do olho de gato, presente em 90% dos casos diagnosticados. Essa mancha esbranquiçada indica que uma fonte luminosa está incidindo sobre a superfície do tumor e impede a passagem de luz. Sem a passagem de luz, as vias óticas para o centro da visão no cérebro não se desenvolvem e atrofiam. Esse reflexo branco, muitas vezes, só é notado sob luz artificial, quando a pupila está dilatada, ou em fotos, quando o flash bate sobre os olhos. Nos olhos saudáveis, esse reflexo é sempre vermelho.

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