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A CONJUNTIVITE ALÉRGICA NÃO TEM HORA PARA APARECER

Do site da Sociedade Brasileira de Oftalmologia

VERÃO, OUTONO, INVERNO, PRIMAVERA: A CONJUNTIVITE ALÉRGICA NÃO TEM HORA PARA APARECER


Atenção nunca coce os olhos. Por mais limpas que as mãos estejam, elas sempre podem provocar irritações, levando até à formação de infecções mais graves

Oficialmente, o outono começou no dia 21 de março, e como em toda mudança de estação, a conjuntivite está presente. Essa infecção tende a se agravar no inverno, quando as pessoas permanecem mais tempo em ambientes fechados. A conjuntivite alérgica, entretanto, não tem data nem hora para aparecer, saiba um pouco mais sobre conjuntivite alérgica. 1 – É verdade que o inverno facilita o aparecimento de alergias oculares? R – No inverno, sobretudo nas regiões com estações bem marcadas, com o frio e umidade, as pessoas tendem a permanecer em ambientes fechados, e deste modo mais expostas aos alérgenos comuns, como os ácaros da poeira doméstica, pelos de animais entre outros. Pessoas alérgicas, consideradas atópicas, apresentam, nesta estação maior frequência de manifestações alérgicas de um modo geral, incluindo as oculares. Porém são consideradas reações alérgicas sazonais aquelas relacionadas a pólens e fungos do ar, que ocorrem em geral na primavera e verão, a chamada conjuntivite vernal ou primaveril. 2 – Quais são as alergias oculares mais comuns? R – As alergias oculares afetam a conjuntiva com intensidade variável, de um modo geral cursam com olho vermelho, coceira, lacrimejamento e edema da conjuntiva de baixa a moderada intensidade. Os quadros mais graves são a conjuntivite primaveril e a papilar gigante relacionada principalmente ao uso de lentes de contato. Outra manifestação é nas pálpebras, na forma de dermatite de contato, não está relacionado ao tempo, e sim a uso de cremes, colírios ou exposição a outro alérgeno.


Geralmente a conjuntivie surge num olho. Mas em quase 100% dos casos ela acaba afetando os dois olhos. Ao primeiro sinal de irritação ocular, procure um oftalmologista

3 – Como é feita a prevenção? R – A prevenção é semelhante a qualquer quadro alérgico; limpeza com panos úmidos para remoção de poeira, principalmente no quarto de dormir, remoção do mofo, evitar contato com pelo de animal, se for sensível, remover carpetes, usar desumidificadores, etc. 4 – Quando ocorre a conjuntivite contagiosa? R – A conjuntive contagiosa é mais comum no verão, ocasião em que costumam ocorrer surtos e, às vezes, epidemias. 5 – Quando é mais comum a sensação de olho seco? R – A sensação de olho seco é mais frequente em ambientes com ar condicionado e ventiladores, ou em locais de baixa umidade do ar, tal como Brasília. Portanto, as queixas são mais intensas no verão. 6 – Quais as recomendações para o uso de colírios? R – É importante ter em mente que colírio é remédio e o uso inadequado de colírios de corticóides pode trazer consequências sérias, como catarata e glaucoma. Alguns colírios vaso-constrictores reduzem as queixas, mas podem apresentar efeito rebote intenso, ou seja, quando passa o efeito os sintomas e sinais voltam mais intensos, além de criar uma dependência. 7 – Quando usar óculos escuros? R – O uso de óculos escuros é para proteção de raios ultravioleta. No inverno o risco não é necessariamente menor. Por exemplo, em ambientes com neve, o reflexo aumenta a exposição. Evidente que em condições com menor quantidade de luz solar diminui-se a necessidade do uso de óculos escuros.

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