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Catarata: cirurgia é o melhor tratamento

 Do portal: blog.saude.gov.br

A catarata é uma doença caracterizada pela lesão ocular que causa opacidade do cristalino. O cristalino é uma lente natural do olho que tem como finalidade focalizar as imagens na retina. A catarata causa perda na transparência dessa lente, tornando-a opaca e com coloração esbranquiçada.

De acordo com a oftalmologista do Hospital Federal da Lagoa, no Rio de Janeiro, Roberli Bicharra, a população brasileira apresenta cerca de 550 mil novos casos da doença por ano. “Com o passar do tempo, a visão pode ser afetada pela catarata progressivamente, de forma parcial e podendo chegar a afetar totalmente, impedindo a pessoa de enxergar”, afirma.

Há dois tipos de catarata: as congênitas e as adquiridas. As congênitas acontecem quando a criança já nasce com a catarata. Segundo a oftalmologista Roberli Bicharra, isso pode ocorrer por diversas origens. “O bebê pode ter catarata congênita por conta de doenças que a mãe teve na gravidez, como rubéola ou toxoplasmose. O ideal é que a criança seja operada nos primeiros meses de vida”, detalha Bicharra, que explica também que o tratamento cirúrgico evita que a criança tenha dificuldade no amadurecimento da visão.

As cataratas adquiridas têm variações, mas ocorrem em maioria, em pessoas a partir dos 50 anos de idade. De acordo com Roberli, a pessoa que começa a se queixar de problemas para enxergar precisa procurar atendimento médico. Ela informa que a catarata aumenta à medida que a pessoa vai envelhecendo. “Entre 40 e 49 anos, 2,5% das pessoas teriam catarata. Já com 50 a 59 anos, são 6,8 %. De 60 a 69, 20% das pessoas já têm a doença, de 70 a 79 contabilizam 42% e após os 80 anos quase 70% da população mundial tem catarata”, detalha a médica.

A aposentada Selma Maria Silva, 53 anos, começou a enxergar tudo sem foco e embaçado. “Trocava os óculos sempre e o grau nunca melhorava. Procurei um especialista e descobri a catarata e ele logo me recomendou a cirurgia”, conta Selma, que teve os primeiros sintomas há três anos e só ano passado realizou o procedimento cirúrgico.

Selma sempre fazia exames preventivos e para mudar o grau dos óculos. “A catarata foi uma surpresa, pois não tenho casos na família, nem minha mãe que tem 74 anos teve problemas de visão”, conta. Conforme a oftalmologista Roberli, a cirurgia é simples e é voltada, em grande maioria, para idosos. “Quando se notam sintomas, como dificuldade para distinguir as cores, alteração frequente do grau dos óculos, visão dupla e sensibilidade à luz, é necessário que procure um oftalmologista”, informa.

Com 83 anos, a aposentada Lucia Thomaz afirma que depois de um tempo, passou a não enxergar mais nada. “Eu via uma nuvem branca na frente das imagens. Depois da cirurgia, que me curou da catarata, da miopia e do astigmatismo, passei a enxergar melhor do que quando eu era mocinha”, relata. Ela passou a se cuidar mais, se maquiar e disse que a cirurgia também é boa para a autoestima.

Aproximadamente 50% da população mundial tem incapacidade visual causada pela catarata. “Essa é uma cegueira reversível que, com o tratamento adequado, a cirurgia, as pessoas voltam a ver tudo normalmente”, explica a oftalmologista Roberli. Dona Lúcia é viúva do primeiro piloto do Juscelino Kubitschek, Henrique Alberto Thomaz , e diz: “Já vi e vivi muito, mas ainda tenho muito que ver nessa vida. Tenho cinco filhos e cinco netos e a cirurgia de catarata só me trouxe melhorias”, afirma.

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