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Catarata: prepare-se para enfrentá-la

Do Portal da Oftalmologia

“Ou você tem ou você terá!”. Poucos problemas se encaixam tão perfeitamente nessa afirmativa como os que afetam a qualidade da visão. Segundo os especialistas, quase todas as pessoas com mais de 40 anos precisam de lentes para enxergar melhor de perto. Mas não é só. A catarata, por exemplo, atinge cerca de 65% das pessoas com idade entre 55 e 74 anos, e 73.3% das pessoas acima de 75 anos. É a maior causa de cegueira reversível no Brasil.“A doença acomete quase um terço dos 15 milhões de idosos existentes”, destaca o oftalmologista Paulo César Fontes, membro fundador e ex-presidente da Sociedade Brasileira de Catara e Implantes Intra-oculares.

Além da idade, a radiação ultravioleta é outra aliada da catarata, que se caracteriza pela opacificação gradual do cristalino.A incidência da catarata tende a aumentar consideravelmente nos próximos anos, como consequência do aumento da expectativa média de vida que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), será de 76 anos em 2024; 78 em 2034 e 81 anos em 2050. Estima-se que existam, hoje, cerca de 17 milhões de cegos por catarata no mundo.Se por um lado viveremos mais, por outro o país terá que enfrentar um batalhão de pessoas produtivas incapacitadas por conta da cegueira, o que gera grande ônus social. A informação de que as pessoas com mais de 60 anos são responsáveis por 8.964.850 domicílios no Brasil, atualmente, ajuda a ter noção do impacto. Essa realidade torna a catarata um dos focos principais de pesquisadores em todo o mundo.

Alguns levantamentos apontam que, a cada ano, surgem pelo menos 120 mil novos casos da doença no Brasil. O tratamento é cirúrgico e implica na substituição do cristalino opaco por uma lente. A cirurgia permite que a pessoa volte a enxergar, porém, muitos pacientes sofrem com os fenômenos fóticos, caracterizados pela formação de reflexos e halos ao redor de luzes, sobretudo à noite, quando a pupila está mais dilatada. Outros tantos passam a necessitar de óculos para perto ou para longe.“Tudo isso tem estimulado a pesquisa de tecnologias que garantam mais conforto e qualidade de vida.

As pessoas contam com as lentes Lio Multifocais, que podem minimizar os fenômenos fóticos e possibilitar boa visão sem óculos, tanto de perto como de longe. O que é muito bom, uma vez que a nossa integração com o meio ambiente depende em 85% da visão”, diz o oftalmologista Dr. Paulo César Fontes, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Oftalmologia. O segredo desse tipo de lente está no design e na tecnologia que otimizam os recursos óticos para a formação da imagem. Ela também possui um recurso chamado apodização, que possibilita uma transição suave entre os degraus difrativos. Tudo com o objetivo de evitar o surgimento de halos e reflexos. “Essa tecnologia associada ao aperfeiçoamento de detalhes da técnica operatória, tem permitido avanços significativos”, avalia o oftalmologista.A lente é contra-indicada, entretanto, para pessoas com astigmatismo corneano maior que 1 grau, que sofreram cirurgia refrativa, que sejam portadoras de alguma doença de fundo de olho, ou que já tenham implantado lente monofocal em um dos olhos. Já nos míopes, que possuem retina mais sensível devido à condição anatômica do olho, a cirurgia só se justifica na presença de catarata avançada.

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