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Exame da retina reduz cegueira em diabéticos

Do site Portal da Oftalmologia

Estima-se que existam cerca de cinco milhões de diabéticos no Brasil, sendo que 90% dos casos são do tipo II, ou não dependente de insulina. Outro dado assustador é o fato da metade dos diabéticos desconhecer ser portador da doença. No entanto, o que mais preocupa os especialistas brasileiros é que a diabete pode levar à cegueira, conforme alerta a oftalmologista Márcia Ishiwaki Nogueira.

Pacientes com diabetes devem controlar seus níveis glicêmicos o mais rigoroso possível, pois a falta de controle pode causar várias complicações. “Além da cegueira, a falta de tratamento pode levar a complicações tardias como ataques cardíacos, infartos, insuficiência renal, doença vascular que pode precisar até de amputação, as de nervos e impotência masculina”, pontuou a especialista.

A médica explica que a diabetes é uma das doenças metabólicas mais freqüentes no nosso meio, na qual há uma inadequação na estocagem da glicose (uma forma de açúcar). “A glicose volta para a corrente sangüínea, causando o aumento dos níveis glicêmicos”, esclareceu Márcia Nogueira.

Tratamento

Considerada uma das maiores causas de cegueira, acredita que de 30 a 50% dos portadores de diabetes sofrem algum tipo de alteração ocular e 10% irão evoluir para a cegueira. “Por isso, é fundamental que todo diabético seja acompanhado por um oftalmologista pelo menos uma vez ao ano para ser submetido a um exame chamado mapeamento de retina”, salientou Márcia Nogueira, acrescentando que outros exames também podem ser realizados na avaliação médica como a retinografia e angiografia fluorescente, nas quais tiram-se fotografias do fundo do olho. Por meio destes exames podemos encontrar desde discretas alterações dos vasos da retina (Microaneurisma) até extensas hemorragias ocasionadas pela proliferação de vasos anormais.

A oftalmologistas chama a atenção para os sintomas provocados pela doença: “Os pacientes com diabetes freqüentemente sentem sede intensa, vão ao banheiro urinar constantemente, perdem peso com muita facilidade, o apetite aumenta, podem apresentar embassamento visual e possuem dificuldade de cicatrização. Esses são os principais sintomas”.

Atualmente, afirma a médica, há um arsenal de tratamento para evitar a progressão da doença ocular como, por exemplo, o Laserterapia, método pouco invasivo e feito no ambulatório por meio de sessões. “Nos casos mais severos onde há hemorragias intra-oculares e deslocamento de retina poderá ser necessário o tratamento cirúrgico”, concluiu Nogueira.

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