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Um grande desafio: lutar contra o glaucoma

Do portal: www.dm.com.br

Você sabia que 1/3 dos brasileiros com mais de 16 anos de idade nunca foi ao oftalmologista? E que 54% da população no País não sabe responder adequadamente o que é o glaucoma? Esses números alarmantes motivaram a Sociedade Brasileira de Glaucoma a realizar uma campanha nacional de conscientização popular no combate à cegueira pelo glaucoma.

Para nós, oftalmologistas, o objetivo é esclarecer sobre a doença e alertar as pessoas para a principal causa de cegueira irreversível. Lutar contra o glaucoma é um grande desafio. A doença não tem cura, mas pode ser tratada para evitar a perda da visão, desde que seja descoberta antes de causar a cegueira. Pelos dados de 2010 do IBGE, considerando-se que 2% da população com mais de 40 anos de idade tem glaucoma, estimamos que em Goiás existam mais de 100 mil pessoas afetadas pela doença. O pior é que a maioria não sabe e só vai descobrir quando a perda visual já estiver significativamente  avançada.

O glaucoma é uma doença, com características específicas, em que ocorre um dano ao nervo óptico e perda progressiva e irreversível do campo visual. Esta lesão ao nervo óptico geralmente é causada pelo aumento da pressão dentro do olho mas, pacientes com níveis normais de pressão intraocular também podem desenvolver glaucoma.

Hoje a preocupação da Sociedade Brasileira de Glaucoma aumentou a partir dos resultados de uma pesquisa Ibope encomendada por ela. Os dados apontaram que a maioria dos brasileiros nunca foi ao oftalmologista e, como consequência, há um grande desconhecimento sobre o glaucoma, doença que atinge cerca de um milhão de brasileiros, chegando a triplicar sua prevalência após os 70 anos de idade. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a cada ano são registrados 2,4 milhões de novos casos no mundo. O mais preocupante é que a maioria dos indivíduos não apresenta sintomas.

Alguns grupos de pacientes merecem atenção especial devido a maior predisposição: o risco de glaucoma aumenta com a idade e é mais frequente em pessoas acima dos 40 anos. Parentes de pacientes com glaucoma também apresentam maior risco. Indivíduos de etnia negra ou afrodescendentes estão na zona de alerta, pois a incidência da doença é quatro vezes maior do que em relação aos demais. Além destes, pacientes míopes que utilizam lentes acima de seis graus. Diabéticos, que já tiveram doenças intraoculares ou trauma ocular, também fazem parte do grupo de risco.

Existe hoje na subespecialidade glaucoma, um protocolo de tratamento, que deve seguir a sequência: (1) clínico, feito com colírios; (2) laser e a (3) cirurgia. Todas as modalidades de tratamento têm como objetivo reduzir a pressão intraocular.

Os oftalmologistas com foco na subespecialidade glaucoma,tratam a doença de forma personalizada, dada as condições de cada paciente, as formas como o glaucoma age em cada um e a resposta do organismo ao tratamento. 

Fica o alerta: como a perda da visão é irreversível, é imprescindível que se descubra a doença o quanto antes. Diagnosticá-la logo no início garante ao paciente e ao especialista mais segurança no tratamento com melhores resultados.

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